#Crítica Death Note – O Filme [Sem Spoiler]

Em sua pegada de produções originais, a Netflix resolveu lançar o live action de Death Note. Será que acertaram na adaptação?

Não basta sua empresa ser conhecida, ela tem que ser Reconhecida!

Antes de mais nada, é preciso saber que este filme é sim um Death Note, porém, é inspirado na história do mangá e anime, porém, vale ressaltar que inspiração não significa fidelização. Então, não espere encontrar um episódio de 90 minutos resumindo a história original. A proposta do filme não é essa, mas sim, uma espécie de remake. Personagens com o mesmo nome, porém, com uma ambientação em um universo diferente. Outra cidade, outro país, eventos que alteram a motivação das personagens e até mesmo interações um pouco diferentes.

O filme traz a história de um jovem chamado Light, um estudante que “ajuda” os colegas mais preguiçosos da escola vendendo trabalhos e deveres de casa prontos. Um dia, ele encontra um caderno estranho que caiu do céu e que tinha em sua capa o nome de “Death Note” ou Caderno da Morte. Neste mesmo dia, Light se envolve em uma discussão na escola e acaba pegando detenção após a aula. É quando uma criatura estranha aparece para ele e então ele entende como funciona o Death Note: basta você ter em mente o rosto de alguém, escrever o nome da vítima no caderno e o modo como quer que a pessoa morra, e esperar, que em pouco tempo a morte acontecerá.

Tirando o básico, o restante do filme não tem muito do que foi visto no anime e no mangá. Temos o agente “L”, a Mia, Ryuk, etc… Porém, a história se passa nos Estados Unidos. Talvez por isso que o Light tenha alguns estereótipos que o difere do original, e isso com certeza vai incomodar quem estiver em busca de um fan service.

A trama é razoável, a história acaba se amarrando. O filme tem um ritmo um pouco acelerado, justamente por ser um filme, até aí é compreensível, mas, algumas das regras deste universo nos são jogadas tão em cima da hora, que acaba frustrando quem é fã da obra original.

Outra coisa que me incomodou é a violência tão explícita. Há momentos que você verá sangue na tela. Algo que particularmente, achei desnecessário. Death Note não precisa da violência explícita. Nas obras originais, a violência tem um motivo para estar lá, embora, as mortes sejam tratadas de forma implícita em muitos casos. Parece que a Netflix queria mostrar que tem capacidade para produzir efeitos tão bons que se aproximem dos grandes estúdios hollywoodianos, tudo bem, ficamos convencidos de seu potencial… Mas, ainda assim, fica a sensação de que aquela violência foi desnecessária.

Os aspectos técnicos também deixam a desejar na escolha da trilha sonora e na direção de arte. Enquanto estamos acostumados com a trilha marcante do anime, neste filme ouviremos músicas que vão nos fazer pensar “nossa, já ouvi essa música antes”, e assim que o filme acabar, teremos nos esquecido da trilha, que não é marcante, e pouco imersiva. A direção de arte não é ruim a todo instante, ela salva em momentos de maior tensão, às vezes ela acaba ficando sombria em momentos em que não queria ser tão sombria assim, e isso causa um certo cansaço antes de chegar ao arco final do filme.

Death Note – O Filme, não vai agradar muito aos fãs da obra original, principalmente porque fã quer service, e o filme não é um bandejão de fan service. Se você não conhece a obra original, provavelmente vai achar o filme médio. Uma história fantasiosa que se encaixa, com cenas de ação, suspense, alguns elementos de terror, e em alguns momentos, você até chega a se importar com algumas personagens, mesmo que as atuações não sejam nada além do básico.

Para quem é fã da obra original, este filme pode ser ignorado, pois valeria uma nota 3 no máximo (por ter usado os nomes corretos), Para quem nunca viu nada relacionado à Death Note, o filme já se sai um pouco melhor, chegando até um 6,5. Então, a nota final, arredondando, para este filme é NOTA: 5 Assistível.

Formado em jornalismo como aluno destaque da turma,técnico em Informática, Administração, Secretariado, Informática para Internet e Especialista em Java, Com formação plural sou programador, apaixonado por economia, filosofia e sociologia. Quase um viciado em informação, gosto de compartilhar conhecimento livremente com aqueles que têm interesse em absorver algum conteúdo, no mínimo, curioso.