O Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2026 aponta que mais da metade dos países vivem situações difíceis ou muito graves atualmente.
Pela primeira vez em 25 anos, a pontuação média global de liberdade de imprensa atingiu o nível mais baixo já registrado. Segundo o novo Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, divulgado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), mais da metade dos países analisados enfrenta uma situação classificada como difícil ou muito grave.
O levantamento aponta que o desenvolvimento de legislações restritivas, muitas vezes justificadas por políticas de segurança nacional, tem corroído o direito à informação. O indicador jurídico foi o que apresentou maior deterioração no último ano, sinalizando uma crescente criminalização da atividade jornalística em diversas nações.
Nas Américas, o cenário é de preocupação acentuada. Países como os Estados Unidos perderam sete posições, ocupando agora o 64º lugar, enquanto nações latino-americanas enfrentam uma espiral de violência e repressão política. O relatório destaca que o crime organizado e a hostilidade governamental contra a imprensa tornaram-se tendências dominantes em todo o continente.
Enquanto a Noruega mantém a liderança do ranking pelo décimo ano consecutivo, outros países enfrentam crises profundas. Na contramão do cenário negativo, a Síria registrou a maior recuperação no índice de 2026, embora os desafios para o exercício do jornalismo independente permaneçam significativos em escala global.
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