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Visão aérea panorâmica de uma vasta usina solar com fileiras de painéis fotovoltaicos azuis instalados em um campo verde sob céu claro. No canto superior esquerdo, o selo 'ENERGIA SOLAR' em fundo branco e, no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Energia solar no Brasil supera marca de 300 bilhões em investimentos

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O setor de energia solar acaba de alcançar R$ 300 bilhões de investimentos acumulados no país, gerando 2 milhões de empregos, apesar da retração registrada no último ano.

Em um cenário marcado por desafios de mercado, o setor de energia solar fotovoltaica atingiu um marco histórico no Brasil ao ultrapassar R$ 300 bilhões em investimentos acumulados. O dado, divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), contempla tanto grandes usinas de geração centralizada quanto sistemas de geração própria em telhados e pequenos terrenos.

Segundo a entidade, a fonte fotovoltaica tornou-se um pilar fundamental para a economia nacional na última década, sendo responsável pela criação de mais de 2 milhões de empregos verdes. Atualmente, a solar ocupa a segunda posição na matriz elétrica brasileira, com 68,6 gigawatts (GW) em operação, o que equivale a 25,3% do total da capacidade instalada no país.

Apesar dos números expressivos, o setor enfrenta um momento de desaceleração. Em 2025, houve uma retração de 25,6% na potência adicionada em comparação ao ano anterior. De acordo com a ABSOLAR, fatores como o cancelamento de projetos e obstáculos de conexão nas redes elétricas prejudicaram o ritmo de expansão, resultando em fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

O estado de São Paulo se destaca como líder no ranking de geração distribuída fotovoltaica, acumulando 6,5 GW. Para o futuro, a nova liderança da associação, representada por Barbara Rubim, aponta que o foco será a modernização regulatória. “A aceleração da transição energética brasileira passa, necessariamente, por mais inovação, sustentabilidade e modernização regulatória”, ressaltou a executiva.

O CEO da entidade, Rodrigo Sauaia, reforçou que a superação dos entraves atuais é essencial para que o setor retome seu pleno potencial de crescimento. A expectativa é que o fortalecimento do mercado livre de energia e o incentivo a tecnologias complementares, como o armazenamento e o hidrogênio verde, ajudem a equilibrar o ambiente de negócios nos próximos anos.

Na mesma linha, Barbara Rubim, presidente eleita do Conselho de Administração da ABSOLAR para o período de 2026 a 2030, destaca que a prioridade da associação será direcionar esforços para uma expansão sustentável e equilibrada da energia solar no Brasil. Entre as frentes de atuação, estão o estímulo a um ambiente regulatório mais eficiente, o fortalecimento do mercado livre de energia e o desenvolvimento de sinais de preço mais claros ao consumidor, além do incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento de energia, data centers, hidrogênio verde e eletromobilidade.

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