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Cinco executivos, homens e mulheres vestindo trajes formais, estão sentados ao redor de uma mesa de reuniões branca em uma sala de conferências escura. Eles observam atentamente o holograma azul luminoso e translúcido de um homem de terno e gravata que gesticula na cabeceira da mesa, simulando uma projeção digital. Ao fundo, há uma tela de TV preta fixada na parede. No canto superior esquerdo, aparece o selo DEEPFAKE CORPORATIVO em letras brancas; no canto inferior direito, destaca-se o logotipo redondo AR com o @AgenciaReconhecida.

Deepfake corporativo se torna a nova ameaça para empresas brasileiras

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O uso de inteligência artificial para simular a voz e a imagem de gestores em golpes preocupa o ambiente corporativo e exige atenção redobrada.

A sofisticação dos ataques cibernéticos atingiu um novo patamar com o crescimento das deepfakes corporativas. Esse método, que utiliza inteligência artificial para clonar a imagem e a voz de executivos, tem sido empregado para realizar fraudes financeiras complexas, onde criminosos se passam por lideranças para autorizar transferências imediatas de altos valores.

Segundo dados da Europol, até 30% das fraudes empresariais já envolvem identidades sintéticas. Um caso emblemático ocorreu em março de 2026, quando uma multinacional europeia foi vítima de um prejuízo de € 25 milhões após uma videochamada falsa com um suposto CEO.

Para José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, o sucesso desse golpe está na exploração do cotidiano operacional. “Esse tipo de abordagem funciona porque se encaixa na rotina. É uma demanda plausível, com alguém conhecido e um nível de urgência que faz sentido dentro da operação”, destaca o especialista.

O Verizon Data Breach Investigations Report 2025 corrobora essa visão, apontando que a interação humana continua sendo o elo mais frágil. Quando um pedido combina familiaridade e pressão, a tendência natural das equipes é acelerar o processo, ignorando protocolos básicos de verificação.

Especialistas recomendam que empresas fortaleçam suas políticas de segurança, evitando aprovações financeiras baseadas em um único canal de comunicação. A implementação de fluxos que exigem uma segunda validação em meios distintos e a formalização de pedidos que fogem ao padrão são barreiras eficazes contra a manipulação por inteligência artificial.

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