[Brasil] O novo parecer do CNE estabelece diretrizes para o uso da inteligência artificial na educação, reforçando o papel do professor em sala.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, nesta segunda-feira (11), um parecer que estabelece as novas diretrizes para a aplicação da inteligência artificial na educação básica e no ensino superior. O documento visa orientar instituições de ensino sobre a adoção da tecnologia, definindo níveis de risco e cuidados essenciais para gestores e profissionais.
De acordo com o texto, a inteligência artificial pode atuar como um importante suporte no planejamento pedagógico, na personalização do ensino e no acompanhamento do desempenho estudantil. No entanto, o conselho enfatiza que a inovação não substitui a mediação pedagógica nem o papel fundamental do professor em sala de aula.
Tecnologia a serviço do ensino
Para Igor Ventura, especialista em projetos educacionais do Grupo Eureka, a regulamentação é um passo necessário. Ele destaca que o uso sem intencionalidade pedagógica tende a gerar resultados superficiais. Segundo Ventura, a IA deve servir como uma ferramenta mediada pelo educador, sendo urgente avançar em políticas públicas que garantam formação técnica aos docentes.
Casos práticos de sucesso
Algumas redes de ensino já implementam essas tecnologias com resultados positivos. No Rio de Janeiro, a ferramenta ProfessorIA, disponível na plataforma e-Rio, utiliza avatares para interagir com estudantes. O projeto já conta com mais de 25 mil professores e 130 mil estudantes cadastrados, oferecendo suporte em áreas como educação inclusiva e recomposição de aprendizagem.
No Colégio Estadual Castelnuovo, o projeto Giroteca Ativa utiliza a inteligência artificial para auxiliar na preparação para redações do Enem. O professor Eduardo Tavares explica que a IA ajuda a antecipar dúvidas dos alunos, facilitando o planejamento das aulas. Da mesma forma, o professor Henrique Costa, de Niterói, utiliza a tecnologia para criar listas de exercícios personalizados no Colégio Estadual Machado de Assis, ajustando o nível de dificuldade conforme o perfil da turma.



