loaderimg
O quê
image
  • Academias
  • Acessórios e Peças
  • Advocacia
Onde?
image
image
Um robô humanoide branco interage em um caixa de supermercado com uma atendente jovem de cabelos cacheados. A atendente sorri enquanto organiza uma caixa com frutas frescas como maçãs e laranjas. No canto superior esquerdo, o selo 'MACHINE CUSTOMER' em fundo branco e, no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Quando seu cliente for uma máquina, seu negócio está preparado para o machine customer?

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

[Tecnologia] A ascensão dos agentes de Inteligência Artificial cria o “machine customer“. Entenda como as empresas devem se adaptar a essa nova realidade.

Durante décadas, as organizações estruturaram suas estratégias comerciais partindo de um pressuposto simples: do outro lado da jornada existe uma pessoa. Branding, relacionamento e experiência foram desenhados para decisões humanas, muitas vezes guiadas por emoção e percepção. No entanto, esse cenário está prestes a mudar com a rápida evolução dos agentes de Inteligência Artificial (IA).

Surge, então, um novo tipo de consumidor: o chamado “machine customer”. Estamos falando de sistemas capazes de pesquisar, comparar, decidir e executar compras em nome de pessoas ou empresas. Segundo Eduardo Villela, Diretor de Dados & IA no Brasil da GFT Technologies, essa transformação já está em curso e a adoção deixou de ser experimental para se tornar uma necessidade estratégica.

A lógica do consumo automatizado

Quando o cliente deixa de ser humano, a lógica de decisão sofre alterações radicais. Máquinas operam com base em critérios estritamente objetivos, como preço, qualidade, disponibilidade e prazo. Eduardo Villela aponta que, em um ambiente orientado por agentes, a competição muda de natureza. “Não basta mais convencer o cliente: é preciso ser elegível para o algoritmo”, destaca o executivo.

O impacto dessa mudança é profundo e deve redesenhar o mercado. À medida que os agentes assumem a interface de decisão, a internet tende a se dividir em duas camadas: uma voltada para humanos e outra para sistemas automatizados. Nesse contexto, a experiência de compra passa a incluir a chamada “machine experience”, exigindo que os modelos de negócio sejam repensados para atender a essa nova demanda.

Desafios e governança

Embora a descoberta e a comparação de produtos já sejam amplamente automatizadas, a etapa final da compra ainda enfrenta gargalos, como pagamentos, compliance e prevenção a fraudes. Villela reforça que, para superar esses obstáculos, as empresas devem focar em mecanismos robustos de controle e governança. O caminho ideal, segundo o especialista, é a experimentação faseada, começando com escopos controlados e expandindo a autonomia dos sistemas gradualmente.

Empresas que iniciarem agora a estruturação de dados, a documentação de APIs e o redesenho de jornadas para o “cliente máquina” estarão desenvolvendo capacidades críticas antecipadamente. Em um ambiente onde as decisões passam a ser automatizadas, o pioneirismo pode ser o diferencial entre participar da escolha ou ser ignorado pelos sistemas, já que, como ressalta a análise, o “cliente máquina” não possui paciência para sistemas legados.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

x

Fazer Login