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Preferência pela carteira assinada atinge quase 80% dos brasileiros

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Pesquisa da Serasa Experian aponta que a estabilidade da CLT segue como prioridade, embora o desejo por reinvenção profissional cresça entre veteranos.

Em um cenário de constante transformação nas relações laborais, a carteira assinada consolida-se como a principal escolha entre os brasileiros que buscam uma colocação no mercado. Segundo um levantamento realizado pela Serasa Experian, 78,7% dos profissionais em busca de emprego preferem o regime CLT, reforçando que a estabilidade contratual permanece como um fator determinante na decisão de carreira.

A análise segmentada por gerações revela comportamentos distintos. Enquanto o desejo pela formalidade alcança índices próximos da unanimidade entre os mais jovens, como 92,6% na Geração Z e 86,8% entre os Millennials, esse interesse sofre uma redução significativa conforme o tempo de trajetória profissional. Entre os Baby Boomers, a preferência pela CLT cai para 50%, cedendo espaço para modalidades como trabalho liberal, terceirizado e contratações via PJ.

Para Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, o vínculo formal funciona como uma âncora de segurança, mas não impede a busca por novos horizontes. “Quando as pessoas estão efetivamente procurando trabalho, o vínculo formal ainda aparece como principal referência. A previsibilidade do contrato segue sendo determinante nesse momento, especialmente no início da carreira, mas convive com uma abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo”, afirma.

O desejo por mudança, inclusive, é mais acentuado entre os profissionais experientes. A pesquisa indica que 82,3% dos Baby Boomers estão abertos a transições de carreira, superando o interesse registrado nas gerações mais novas. Além disso, a longevidade no mercado é uma realidade crescente, com 36,8% dos profissionais dessa faixa etária projetando atuar enquanto tiverem saúde e disposição. Para manter a relevância profissional, os entrevistados destacam que a valorização da experiência (39,7%) e o investimento em bem-estar (38,5%) são pilares fundamentais para uma trajetória duradoura.

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