[Araraquara] confirma o primeiro caso de esporotricose felina deste ano. O município realiza busca ativa por outros animais infectados pelo fungo.
A Secretaria Municipal da Saúde de Araraquara, por meio do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos, confirmou nesta semana a ocorrência do primeiro caso de esporotricose felina registrado no município em 2026. O animal infectado foi localizado na região do Valle Verde e já se encontra em tratamento veterinário.
Após a identificação dos sintomas pela tutora, o animal foi encaminhado para exames. Como medida preventiva, as equipes da Secretaria iniciaram uma busca ativa em bairros próximos para monitorar outros gatos com sintomas suspeitos e oferecer orientações aos moradores. As unidades de saúde também reforçaram os protocolos para o manejo clínico de pacientes, humanos ou animais, que apresentem sinais da patologia.
A esporotricose é causada por um fungo agressivo do gênero Sporothrix, sendo os felinos os principais transmissores. Segundo o professor titular de medicina-veterinária da UNIP, Carlos Brunner, a doença exige atenção urgente. “A esporotricose precisa ser levada a sério. Estamos convivendo com esta doença há anos. O controle dos animais, que são os vetores de transmissão, tornou-se urgente”, destaca o especialista.
Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo apontam um crescimento exponencial dos registros nos últimos 15 anos. Entre 2011 e 2025, foram notificados milhares de casos no estado, com uma tendência de aumento que coloca o tratamento veterinário como pilar central da estratégia de contenção epidemiológica, visto que cerca de 84% das transmissões possuem origem zoonótica.
Em busca de alternativas mais eficazes, uma nova técnica denominada Sporo Pulse tem surgido como esperança no setor. Desenvolvido por Carlos Brunner em parceria com a startup Akko Health Devices, o equipamento utiliza a eletroporação para combater o fungo de forma direta. O método, que já está disponível no mercado, visa reduzir o tempo de tratamento e minimizar a necessidade de manipulação constante dos animais, facilitando a adesão à terapia terapêutica.



