Especialista da Beacon School aponta caminhos para equilibrar o uso da tecnologia e estimular o pensamento crítico entre crianças e jovens.
Em um cenário marcado pela hiperexposição às telas e pelo excesso de estímulos, a reflexão torna-se uma competência essencial para o século XXI. Diante da fadiga digital que atinge crianças e adolescentes, especialistas buscam orientar estudantes a interpretar informações e desenvolver autonomia intelectual. Maria Eduarda Menezes, coordenadora de EdTech na Beacon School, destaca quatro caminhos fundamentais para promover uma relação mais equilibrada e saudável com o mundo virtual.
1. Compreender o ambiente digital
Em meio ao grande volume de informações e à presença constante da tecnologia, o pensamento crítico pode enfraquecer. Diante disso, é fundamental que os estudantes reconheçam os impactos do excesso de estímulos digitais, conheçam seus hábitos e desenvolvam estratégias de equilíbrio, conquistando autonomia para gerir melhor sua atenção e seu tempo. Por isso, a mediação de pais e educadores é essencial.
2. Entender quando e como utilizar a tecnologia
O objetivo não é demonizar a tecnologia, mas ensinar os alunos a usá-la de forma crítica, saudável e responsável. Para Maria Eduarda, o uso deve ser intencional e pedagógico. “Uma estratégia é incorporá-la ao processo de aprendizagem quando realmente contribui para ampliar a investigação, a criação e o pensamento crítico dos alunos”.
3. Criar cultura de aprendizagem
A internet já faz parte da rotina de crianças e jovens, muitas vezes de maneira automática. Por isso, é essencial estimular uma reflexão ativa. “Os alunos devem ser constantemente convidados a pensar sobre o próprio processo de aprender, refletindo sobre suas estratégias, desafios e avanços, para que não apenas consumam informações, mas aprendam a atribuir sentido ao que aprende e ao que consome”, explica a especialista.
4. Reconhecer os riscos presentes na internet
O debate sobre o uso responsável das redes evidencia a importância da prevenção de riscos, como a exposição a conteúdos inadequados e a violência virtual. A proposta aqui é ensinar os alunos a avaliar criticamente conteúdos, agir com responsabilidade nas redes e compreender os impactos de suas ações.
“A escola também atua na prevenção de riscos no ambiente digital, abordando temas como o cyberbullying. Destaca-se, ainda, a importância da seleção e da supervisão de fornecedores tecnológicos, garantindo que as plataformas adotem boas práticas de proteção de dados e estejam alinhadas às legislações de proteção infantil e à LGPD”, acrescenta Maria Eduarda, da Beacon School.



