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Operador de costas diante de uma grande parede de monitores em uma sala de controle ou centro de operações. As telas superiores exibem imagens de câmeras de monitoramento de ferrovias e túneis, enquanto as telas inferiores mostram softwares com diagramas técnicos e fluxos de dados de redes conectadas. No canto superior esquerdo, há o selo INTERNET DAS COISAS em letras brancas; no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Dispositivos conectados e IoT podem ser o elo fraco da segurança cibernética

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[São Paulo] Especialistas da Eseye alertam que o crescimento da IoT em operações críticas exige novas abordagens na proteção de dados e conectividade.

O avanço acelerado de dispositivos conectados em operações críticas está transformando o parque de IoT em um ponto de vulnerabilidade para as empresas modernas. A Eseye, referência global em conectividade e orquestração de eSIM, alerta para a crescente distância entre a expansão das aplicações conectadas e a maturidade das políticas de segurança adotadas pelas organizações.

Atualmente, equipamentos como câmeras, sensores, gateways e rastreadores ocupam posições centrais em setores vitais, incluindo logística, infraestrutura, indústria e varejo. Embora tragam benefícios como automação e visibilidade operacional, esses dispositivos ampliam drasticamente a superfície de ataque, criando brechas entre a rede, o hardware e a operação propriamente dita.

Vulnerabilidade em números

Estudos recentes reforçam o cenário de preocupação. Um levantamento global conduzido pela Eseye em 2025 revelou que 75% das empresas enfrentaram ao menos um incidente de segurança envolvendo IoT no último ano. A situação é agravada por relatórios como o da Palo Alto Networks, que aponta um aumento de 332% nos ativos de OT expostos publicamente na internet, totalizando quase 20 milhões de dispositivos vulneráveis.

“O mercado avançou muito na adoção de dispositivos conectados, mas ainda existe uma assimetria importante entre a velocidade dessa expansão e a maturidade da proteção desses ativos”, explica Ana Carolina Bussab, CEO da Eseye para a América Latina. Para a executiva, a falha reside em tratar o dispositivo IoT apenas como um coletor de dados, ignorando sua relevância dentro da arquitetura de segurança crítica da empresa.

Abordagem estratégica

Para mitigar riscos, a Eseye defende que a conectividade deve ser integrada à arquitetura de segurança desde o projeto inicial. Isso envolve desde a gestão de firmware e autenticação até a segmentação e visibilidade de comportamentos anômalos. A proposta da companhia é que a segurança deixe de ser um apêndice para se tornar parte intrínseca da resiliência operacional.

Com o aumento da utilização de tecnologias como AIoT e sistemas de infraestrutura crítica, a proteção do dispositivo conectado equivale, na prática, a proteger a própria continuidade do negócio. A empresa destaca que, quanto mais inteligente e distribuída for a operação, maior será o prejuízo decorrente da falha em unificar a gestão de conectividade e segurança.

A Eseye apresentará suas soluções voltadas para esses desafios durante a Exposec 2026, que ocorre entre os dias 1 e 3 de junho no São Paulo Expo. O estande da companhia (E54) será um ponto de encontro para debates essenciais sobre segurança eletrônica e cibersegurança aplicada ao cenário de tecnologias conectadas.

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