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Três jovens, duas mulheres e um rapaz com cabelo cacheado ao centro, sentados lado a lado de perfil em um ambiente de treinamento ou sala de aula. Eles vestem camisetas escuras idênticas com estampas de projetos de capacitação e aparecem sorrindo ou prestando atenção à frente. No canto superior esquerdo, há o selo PRIMEIRO EMPREGO em letras brancas; no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Pesquisa revela por que jovens deixam o primeiro emprego rapidamente

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Estudo do Instituto PROA aponta que 56% dos jovens saem do 1º emprego por falta de suporte e perspectiva de crescimento nas empresas.

Um novo levantamento conduzido pelo Instituto PROA traz um alerta importante para o mercado de trabalho brasileiro: 56% dos jovens deixam o primeiro emprego em menos de um ano devido a dificuldades de adaptação, falta de perspectiva e falhas de gestão. O estudo, intitulado “Trampolim ou Armadilha? Turnover jovem: Mobilidade, autonomia e início da carreira”, desmistifica a ideia de que a rotatividade é apenas uma escolha impaciente da nova geração.

Segundo a pesquisa, mais da metade dos desligamentos não são puramente autônomos, revelando que muitos jovens são forçados a sair por condições de trabalho inviáveis ou ambientes que não oferecem o suporte necessário para o desenvolvimento profissional. A diretora de empregabilidade do instituto, Regiane Tofanello, ressalta que, para a juventude periférica, o trabalho formal é uma necessidade de sobrevivência e ascensão, e não apenas uma busca por propósito.

O Desalinhamento entre Empresas e Jovens

O estudo identifica um “paradoxo da preparação” preocupante. Enquanto os jovens apontam a falta de aprendizado e perspectiva como o principal motivo para deixar um cargo, as empresas tendem a ignorar esse fator, subestimando sua própria responsabilidade na retenção. Enquanto os jovens avaliam a falta de estímulo como um fator decisivo (nota 4,0), as organizações dão a esse item uma relevância muito menor (nota 2,74).

“A empresa subestima o que pode controlar e, ao fazer isso, não prioriza a retenção. O jovem que sai porque não vê futuro na organização aparece nos relatórios como uma saída voluntária, sem que a gestão perceba que, na verdade, foi um fator de expulsão”, explica Regiane Tofanello.

Custos Invisíveis e a Realidade dos Jovens

A pesquisa também destaca o impacto financeiro e operacional do turnover. Embora 87% das organizações consigam repor uma vaga em até dois meses, os chamados custos invisíveis — como a curva de aprendizado (ramp-up), sobrecarga de equipes e queda de produtividade — raramente são calculados. Para Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA, 82% das saídas prematuras derivam de expectativas que não foram alinhadas logo na integração (onboarding).

O perfil dos participantes, com média de 21,4 anos, sendo 62% mulheres e 61% de pretos ou pardos, reforça que a estabilidade é uma urgência. Muitas vezes, esses jovens permanecem em ambientes hostis por não terem alternativas financeiras, transformando o emprego em uma “armadilha” de desgaste acumulado. O Instituto PROA defende que o mercado corporativo precisa mudar o foco: em vez de apenas buscar reduzir números de turnover, o objetivo deve ser garantir que a permanência do jovem seja uma escolha de qualidade e sua eventual saída seja uma transição planejada.

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