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Infográfico centralizado em uma nuvem azul com o texto 'COMPUTAÇÃO EM NUVEM'. Ícones ao redor representam pastas de arquivos, smartphone, monitor com sinal de Wi-Fi, servidores e banco de dados. Na parte inferior, três nuvens menores identificam os modelos: 'NUVEM PRIVADA', 'NUVEM HÍBRIDA' e 'NUVEM PÚBLICA'. No canto superior esquerdo, o selo 'GOVERNANÇA' e, no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Maturidade, custo e segurança: o novo horizonte da computação em nuvem

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A computação em nuvem é chave na economia digital. Idelcio Segato, da GFT Technologies, explora a maturidade, custo e segurança para o futuro.

A computação em nuvem deixou de ser uma promessa tecnológica para se consolidar como o principal alicerce da economia digital. No Brasil, pelo menos 77% das empresas já utilizam algum tipo de serviço de cloud, o que reforça sua consolidação como infraestrutura crítica. No entanto, não basta apenas adotar essa tecnologia; o estágio de maturidade da jornada é crucial. Idelcio Segato, Head of AWS Business Unit for Brazil na GFT Technologies, explica que a maioria das organizações ainda está em fase intermediária, indicando amplo espaço para evolução e riscos estratégicos para quem não avançar.

Esse cenário revela um paradoxo interessante: ao mesmo tempo em que a nuvem se torna onipresente, cresce a insatisfação com os resultados obtidos. Estudos recentes apontam que até 25% das organizações podem se declarar insatisfeitas com suas estratégias de cloud até 2028. As razões incluem expectativas desalinhadas, falta de governança e, principalmente, a ausência de uma visão de transformação. Para Segato, que atende clientes no setor financeiro brasileiro, a conversa deixou de ser sobre migração e passou a ser sobre como a nuvem pode acelerar decisões de negócio em tempo real.

Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) emerge como o principal vetor de redefinição da nuvem. A expectativa é que, até 2029, metade dos recursos de cloud seja destinada a cargas de trabalho de IA, uma mudança estrutural. Não se trata apenas de capacidade computacional, mas de uma nova arquitetura de negócios, em que dados, algoritmos e infraestrutura passam a operar de forma integrada, transformando a nuvem de suporte em protagonista.

Quando falamos em cloud, a segurança é um tema evoluído na mesma velocidade que a adoção. Dados apontam que 97% das organizações reportaram ao menos um incidente de segurança em ambientes nativos de nuvem em 2025, sendo 78% deles resultado de erros humanos em ambientes complexos. A nuvem não é insegura por natureza, mas exige maturidade operacional que muitas empresas ainda não desenvolveram. Companhias com maior maturidade em cibersegurança esperam alcançar quase o dobro dos resultados positivos, reforçando que investir em segurança é um habilitador de crescimento.

Outro ponto crítico é a crescente complexidade dos ambientes multicloud. Embora a estratégia de múltiplos provedores tenha sido adotada para evitar dependência tecnológica, ela tem gerado desafios significativos de interoperabilidade e gestão. Mais da metade das organizações não deverá alcançar os benefícios esperados desse modelo até o fim da década. O caminho mais promissor aponta para abordagens cross-cloud, com maior fluidez na distribuição de aplicações e dados entre ambientes. Simultaneamente, ganha força a discussão sobre soberania digital, com a expansão geográfica das regiões de cloud e a criação de novos data centers na América Latina.

A América Latina, aliás, representa hoje um dos maiores potenciais de crescimento para a nuvem global. Trata-se de um mercado ainda em fase de expansão, com características de “greenfield” em diversos países como México, Colômbia, América Central e Caribe, que apresentam níveis de maturidade relativamente similares e forte demanda reprimida. A proximidade física dos data centers torna-se um fator estratégico para reduzir latência, garantir conformidade e viabilizar novos modelos de negócio.

Um vetor que moldará o futuro da cloud é a sustentabilidade. Com o aumento exponencial da demanda por processamento, impulsionado principalmente pela IA, cresce também a pressão por eficiência energética e redução da pegada de carbono. Mais de 50% das empresas já consideram critérios ESG em suas decisões tecnológicas, o que deve acelerar investimentos em infraestruturas mais sustentáveis e transparentes.

Obviamente, é impossível falar de cloud sem abordar o tema custo. A gestão financeira da nuvem tornou-se um dos principais desafios das organizações, levando à ascensão do modelo de FinOps. Uma pesquisa revela que 84% das companhias apontam o controle de gastos como sua maior preocupação em cloud. Isso reforça uma mensagem clara: sem governança, a nuvem pode rapidamente se transformar em dívida tecnológica. Com estratégia, no entanto, ela continua sendo o principal motor de inovação, escalabilidade e vantagem competitiva. O futuro da cloud será definido pela capacidade das empresas de alinhar estratégia, governança e inovação, com uma janela valiosa para as empresas que atuam no Brasil e na América Latina.

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