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Quatro jovens profissionais da Geração Z — dois homens e duas mulheres — trabalhando colaborativamente em uma mesa de escritório moderna. Eles analisam documentos e utilizam um notebook em um ambiente iluminado. No canto superior esquerdo, o selo 'GEN Z EMPREENDEDORA' sobre fundo verde; no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Inteligência artificial impulsiona carreiras enquanto geração Z busca empreender

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O mercado de trabalho vive um paradoxo: vagas em IA disparam 340%, mas o modelo corporativo tradicional enfrenta desafios com a nova geração.

Um novo cenário começa a moldar o futuro profissional no Brasil, marcado por uma transformação profunda impulsionada pela Inteligência Artificial. Dados recentes indicam que, enquanto as oportunidades em funções de IA registraram um crescimento impressionante de 340% desde 2024, o mercado tradicional de tecnologia apresenta uma retração de 15%.

Este fenômeno ocorre em um momento de otimismo estatístico, com o IBGE apontando que o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 11,4% no final de 2025, o menor patamar da série histórica. Entretanto, o avanço da automação tem gerado um impacto direto na base das contratações, com uma queda de até 35% em vagas de nível de entrada.

O impacto é sentido globalmente, com cerca de 80 mil demissões no setor de tecnologia apenas no primeiro trimestre de 2026, sendo quase metade delas diretamente ligadas à automação. Segundo especialistas, as empresas devem passar por um achatamento, com a previsão de eliminar até 20% da média gerência até o final do ano.

Diante desse contexto, observa-se uma mudança comportamental significativa. Estima-se que 43% da Geração Z prefira investir no próprio negócio a seguir o modelo corporativo tradicional. Esse movimento é corroborado pelo aumento de 168% nas contratações em microempresas e um salto de 69% no número de perfis que se autodenominam founders.

O especialista Zuca Palladino, com ampla experiência no mercado internacional, alerta que as tendências observadas nos Estados Unidos costumam chegar ao Brasil com um intervalo de 18 a 36 meses. O desafio para os novos profissionais será adaptar-se a essa nova realidade, onde as competências em IA se tornam a principal porta de entrada para o mercado.

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