loaderimg
O quê
image
  • Academias
  • Acessórios e Peças
  • Advocacia
Onde?
image
image
Torres de transmissão de energia elétrica de alta tensão feitas de metal escuro interligadas por diversos cabos sob um céu com tons de verde e amarelo ao entardecer. No topo esquerdo, exibe o texto "Infraestrutura Elétrica" e, no canto inferior direito, o logotipo clássico do portal Reconhecida com a assinatura @ReconhecidaBR.

Plano emergencial do ONS expõe déficit na infraestrutura elétrica brasileira

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

O acionamento do plano emergencial do ONS revela gargalos estruturais e a necessidade urgente de modernização na infraestrutura elétrica nacional.

As recentes medidas de operação emergencial estabelecidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), visando a gestão de excedentes nas redes de distribuição, colocaram em evidência um desafio estrutural significativo para o Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a situação reflete um descompasso entre a rápida evolução da geração renovável e a falta de investimentos em flexibilidade e armazenamento de energia.

Um cenário previsível

Embora o acionamento do plano tenha ocorrido em um contexto de feriado prolongado com alta irradiação, especialistas apontam que o cenário não é uma anomalia, mas um evento recorrente em países que avançam na transição energética. A diferença crucial reside na prontidão dessas nações, que já integram tecnologias de armazenamento aos seus sistemas, enquanto o Brasil ainda busca equacionar essas demandas setoriais.

Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu um ponto de inflexão. Ele destaca que o crescimento robusto na geração solar, eólica, biomassa e biogás ocorreu sem o acompanhamento de mecanismos adequados de controle de carga e suporte tecnológico. O desequilíbrio, segundo a entidade, é fruto de uma lacuna nas políticas públicas estruturais.

Gargalos estruturais e tributários

Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, reforça que, embora a diversificação da matriz elétrica seja uma vitória estratégica para o país, a transição exige infraestrutura compatível. Entre os principais entraves, a associação destaca a elevada carga tributária sobre sistemas de armazenamento, que chega a ultrapassar 70%, desestimulando tecnologias essenciais para a segurança energética. Além disso, o país ainda não realizou leilões específicos para a contratação de baterias em larga escala.

Agenda para o futuro

Diante do quadro, a ABSOLAR defende uma agenda coordenada entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a ANEEL. Entre as medidas prioritárias, a associação sugere:

  • Realização de leilões anuais de armazenamento de energia com maior previsibilidade;
  • Redução imediata da carga tributária sobre componentes de armazenamento;
  • Modernização tarifária alinhada às necessidades atuais do setor elétrico;
  • Desenvolvimento de regulação para sistemas de armazenamento junto aos consumidores.

A entidade ressalta que o avanço legislativo recente, como a Lei n° 15.269/2025, é bem-vindo, mas ainda insuficiente. Para a ABSOLAR, o Brasil possui potencial para estar na vanguarda da tecnologia, desde que haja uma gestão que respeite os investimentos já realizados pela sociedade e prepare o sistema para os desafios climáticos e energéticos das próximas décadas.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

x

Fazer Login