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Uma gigantesca mão robótica cibernética e articulada em tons de branco e roxo estende-se aberta em primeiro plano. Na palma da mão robótica, um homem de costas observa uma grande parede flutuante com telas digitais e blocos de dados organizados como interfaces em um fundo lilás e dourado. No canto superior esquerdo, há o selo DECISÕES CORPORATIVAS RUINS em letras brancas; no canto inferior direito, destaca-se o logotipo redondo AR com o @AgenciaReconhecida.

Sem repertório humano a IA só acelera decisões corporativas ruins

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[Mercado] Especialista alerta que a Inteligência Artificial sem estratégia e pensamento crítico pode apenas escalar erros operacionais nas empresas.

A corrida pela adoção da Inteligência Artificial tornou-se a prioridade máxima no mundo corporativo, provocando uma reorganização drástica de orçamentos e organogramas. No entanto, o designer estratégico Igor Baliberdin, fundador da LOOOP, alerta que muitas organizações estão tratando a implementação da tecnologia como uma solução mágica, ignorando questões fundamentais de maturidade organizacional.

Segundo dados do relatório “The State of AI 2025”, da McKinsey & Company, apesar de 88% das empresas utilizarem IA em alguma função, apenas 39% relatam impactos financeiros reais no EBIT. Esse cenário demonstra que a tecnologia, quando aplicada sobre fundações fragilizadas, não promove a transformação, mas sim a amplificação de problemas pré-existentes, como processos desalinhados e critérios de decisão subjetivos.

A armadilha da velocidade sem direção

O especialista argumenta que a IA possui a capacidade de escalar a natureza de uma decisão, seja ela eficiente ou errônea. “A IA não tem o poder mágico de melhorar a qualidade de uma decisão. Ela apenas escala a natureza dela”, afirma Baliberdin. Quando o processo é falho, a tecnologia apenas acelera a execução do erro com uma falsa sensação de precisão, gerando dados desconexos e métricas de risco elevadas.

Estudos complementares do MIT reforçam essa visão, apontando que 95% das implementações de IA generativa não apresentam impacto mensurável no P&L das companhias. O gargalo, conforme o designer, não é tecnológico, mas sim a falta de uma integração profunda entre processos humanos e as novas ferramentas digitais.

O papel insubstituível do repertório humano

A grande lacuna reside na ausência do repertório humano, que é essencial para interpretar subtextos e definir quais riscos realmente valem a pena. A tecnologia, por sua vez, opera estritamente sobre os dados de entrada. Se estes forem superficiais ou mal formulados, o resultado final será apenas uma versão otimizada da própria falha original.

Para Igor Baliberdin, a solução passa pela reestruturação do pensamento organizacional. O design, visto como uma disciplina de organização de problemas e redução de ambiguidades, surge como uma infraestrutura necessária para a sobrevivência das empresas na era digital. “Sem repertório, a IA não transforma. Ela apenas nos leva mais rápido para o lugar errado”, conclui o especialista.

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