Instabilidade digital pode causar prejuízos milionários. Especialista aponta caminhos para otimizar a infraestrutura de rede e evitar interrupções operacionais.
Neste mês de maio, uma sequência de falhas em serviços amplamente utilizados por empresas, como Google Workspace e Microsoft 365, voltou a comprometer operações corporativas. Relatos de indisponibilidade e lentidão nessas plataformas interromperam reuniões, afetaram atendimentos e travaram fluxos internos. O impacto vai além da operação, visto que um relatório global da IBM indica que falhas e interrupções em ambientes digitais podem gerar prejuízos milionários para empresas, considerando perdas diretas e danos à continuidade dos negócios.
A raiz do problema na gestão de redes
Para Carlos Duran, gerente de TI da Unentel, a instabilidade é frequentemente um problema interno. Ele afirma que quando um serviço grande apresenta instabilidade, o impacto fica evidente, mas no dia a dia, a maior parte das interrupções nasce dentro da própria estrutura das empresas, estando ligada à forma como a rede foi construída e vem sendo gerida.
O primeiro passo para reduzir falhas não é a troca de operadora, mas a compreensão da infraestrutura interna. Isso exige o mapeamento de pontos de acesso, a identificação do número de dispositivos conectados simultaneamente e quais sistemas são críticos. Sem esse diagnóstico, as empresas tratam apenas os sintomas, como a lentidão ou quedas, sem atacar a causa, que pode ser sobrecarga de banda ou equipamentos defasados.
Redundância e monitoramento contínuo
A criação de redundância é apontada como um ajuste de diferença imediata. Ter mais de um link de internet evita que uma única falha derrube a operação, desde que haja um balanceamento inteligente configurado para assumir automaticamente em casos de emergência. Além disso, o monitoramento contínuo permite que a área de tecnologia identifique gargalos em tempo real, agindo antes que o usuário perceba o problema.
“Empresas que conseguem manter estabilidade são aquelas que tratam a rede como parte ativa da operação”, conclui Carlos Duran. Ao priorizar aplicações críticas e estruturar a rede para o crescimento, a tecnologia deixa de ser um risco e passa a ser um pilar de sustentação do negócio.



