Levantamento da Korn Ferry revela que 54% das companhias no Brasil não possuem um programa formal para o desenvolvimento e retenção de talentos.
Um estudo recente conduzido pela consultoria global Korn Ferry trouxe à tona uma realidade desafiadora para o ambiente corporativo brasileiro: a maioria das empresas, totalizando 54%, ainda não conta com um programa estruturado para o planejamento de talentos e sucessão. O levantamento, parte do relatório anual Tendências de RH, analisa a maturidade das práticas de gestão de pessoas e alerta para a necessidade de maior atenção à governança organizacional.
Entre as organizações que possuem algum modelo de sucessão, o foco permanece restrito aos cargos de alta liderança. Segundo os dados, 87% das empresas contemplam seus líderes de topo, enquanto a média gerência aparece em 86% dos planos. No entanto, o acesso a essas estratégias cai drasticamente para os demais profissionais da estrutura corporativa, atingindo apenas 41% das companhias.
Para Paulo Pássaro, sócio sênior da Korn Ferry, o cenário exige uma mudança cultural. “Os desafios começam pela liderança e pela cultura. A falta de patrocínio sênior e a resistência em desenvolver sucessores comprometem a priorização do tema e expõem as organizações a riscos de continuidade”, afirma o executivo. Ele reforça que a identificação de talentos é frequentemente fragilizada pela ausência de dados confiáveis e pela falta de critérios claros nas avaliações.
O estudo também aponta uma lacuna na integração entre a gestão de desempenho e o planejamento sucessório. Apenas 39% das empresas realizam a calibração de talentos de forma integrada aos ciclos de desempenho anuais, que predominam em 81% dos casos. Além disso, o uso de ferramentas de assessment externo ainda é subutilizado, com 55% das empresas optando por não recorrer a esse suporte na identificação de potenciais.
Por fim, a pesquisa trouxe um recorte sobre os programas de estágio. Embora 84% das empresas utilizem estagiários, a concessão de benefícios como o décimo terceiro salário (12%) e remuneração variável (4%) é extremamente baixa. O relatório conclui que tratar estagiários apenas como mão de obra de baixo custo pode ser uma estratégia falha, prejudicando a criação de um pipeline sustentável de talentos a longo prazo.
Valorizar os talentos é uma forma de trabalhar a cultura da empresa e aumentar o engajamento dos colaboradores. Se sua empresa não possui um bom plano de carreira e sucessão, a Agência Reconhecida presta consultorias especializadas, além de oferecer produtos e serviços que podem ajudar seu negócio a ter maior estabilidade e menos rotatividade. Otimização de processos não é apenas sobre agilidade, mas sustentabilidade e evolução constante.



