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Mulher em blazer escuro estende a mão esquerda para tocar um gráfico holográfico luminoso e circular azul de conexões logísticas. Enquanto isso, com a mão direita, ela segura um tablet fino e inclinado. O gráfico exibe ícones vetoriais interligados que representam ferramentas como wifi, código de barras, empilhadeira, geolocalização e galpão de distribuição. Ao fundo e de forma desfocada, aparecem as prateleiras de um centro de distribuição ou estoque de mercadorias. No canto superior esquerdo, lê-se o selo VAREJO MODERNIZADO em letras brancas; no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Do clique ao estoque: dados em tempo real redefinem o varejo

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[Brasil] Consumidores mais imprevisíveis levam varejistas a usar dados e automação para otimizar estoques e proteger margens de lucro no setor digital.

O perfil do consumidor brasileiro tornou-se um desafio estratégico para o varejo digital. Segundo dados da Global Consumer Insights Survey da PwC, 79% dos brasileiros pesquisam produtos na internet antes de realizar uma compra, índice significativamente superior à média global de 56%. Essa mudança de hábito cria uma jornada de consumo fragmentada, onde o cliente transita entre redes sociais, marketplaces e lojas físicas, testando a capacidade de resposta das empresas.

O fim do planejamento baseado no passado

A volatilidade desse comportamento tem colocado em xeque os modelos tradicionais de gestão, que dependiam exclusivamente de históricos de vendas e sazonalidades. Para evitar o prejuízo causado por produtos encalhados ou a frustração pela falta de mercadoria, as marcas estão migrando para uma gestão baseada em dados em tempo real.

Segundo Alexandre Mendes, sócio-CMO da Lope Digital Commerce, o mercado não permite mais atuar sem uma visão integrada. “Sem integração de dados e leitura em tempo real do comportamento, o varejo perde a capacidade de prever movimentos da demanda e proteger sua rentabilidade”, afirma o executivo.

Eficiência e antecipação de demanda

A estratégia atual consiste em cruzar variáveis como previsão do tempo, comportamento de navegação e sensibilidade ao frete para antecipar a demanda. Um exemplo prático citado é o monitoramento de buscas por ar-condicionado: ao detectar um aumento nas pesquisas em regiões que receberão ondas de calor, o sistema pode redistribuir estoques fisicamente antes mesmo que o pico de vendas ocorra.

Essa abordagem voltada à omnicanalidade traz benefícios diretos para a saúde financeira do negócio, como a redução do Custo de Aquisição (CAC) e a preservação das margens, diminuindo a dependência de promoções agressivas para desovar estoques.

Relevância como diferencial competitivo

Além da logística, a personalização é outro pilar fundamental. Ao combinar dados de navegação, histórico de compras e interações em lojas físicas, o varejista consegue reduzir as fricções durante a jornada de compra. Para o consumidor, isso significa uma experiência mais fluida; para a empresa, maior fidelização.

“A disputa deixou de ser por preço e passou a ser por relevância. Quem entrega a oferta certa, no momento certo e no canal certo, constrói fidelização e preserva o lucro. Isso exige disciplina analítica e velocidade na execução”, conclui Alexandre Mendes.

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