Pesquisa revela que 95% das mães querem ir ao cinema, mas a falta de tempo e a sobrecarga de cuidados limitam o lazer após a maternidade.
Em celebração ao Dia Mundial do Cinema, comemorado em 5 de novembro, um novo estudo traz reflexões importantes sobre a rotina de mulheres com filhos pequenos. A pesquisa “Mulher e Agora Mãe – Volume II”, conduzida pelo CineMaterna em parceria com a NOZ Inteligência, ouviu 1.138 mães de crianças com até 2 anos em diversas regiões do Brasil, evidenciando os desafios de conciliar a maternidade com atividades de cultura e autocuidado.
Barreiras no cotidiano materno
Os dados apontam que 65% das entrevistadas raramente ou nunca encontram tempo para si mesmas. Quando possuem momentos de lazer, a prioridade acaba sendo o descanso ou atividades domésticas, deixando o contato com o cinema e eventos sociais em segundo plano. Além da escassez de tempo, a pesquisa destaca que 77% das mães ainda concentram a maior parte das responsabilidades com o desenvolvimento e rotina dos filhos.
“Para muitas mulheres, voltar ao cinema depois da chegada de um filho é uma conquista importante. É a oportunidade de sair de casa, encontrar outras mães, conversar e voltar a fazer algo de que gostavam antes. O CineMaterna nasceu justamente para tornar essa experiência possível, criando um ambiente acolhedor para mães e bebês”, destaca Mirian Rodrigues, presidente do CineMaterna.
Interesse cultural elevado
Apesar dos obstáculos, o desejo por cultura não desaparece com a maternidade. O levantamento demonstra que 95% das mães possuem vontade de assistir a filmes em salas comerciais, sendo que 63% afirmam ter “muita vontade”. O fator de decisão na escolha dos títulos é pautado majoritariamente pelo gênero do filme (61%) e pela temática da história (48%).
Para a economista Juliana Vanin, da NOZ Inteligência, o acesso ao lazer é uma pauta de saúde e bem-estar emocional:
“O lazer é uma dimensão importante da qualidade de vida, mas muitas mulheres acabam abrindo mão dessas experiências depois da maternidade. Ir ao cinema, encontrar amigos ou participar de atividades culturais são oportunidades de convivência, prazer e conexão com a própria identidade. Os dados mostram que o interesse continua existindo, mas nem sempre há tempo ou condições para transformar essa vontade em realidade.”
O estudo completo pode ser consultado no site oficial da NOZ Inteligência. A iniciativa ressalta a necessidade de espaços urbanos e ambientes de entretenimento mais inclusivos, que compreendam as necessidades específicas das famílias com bebês, facilitando a retomada gradual da vida social e cultural das mães.



