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Duas mulheres profissionais em um escritório moderno analisam a tela de um computador desktop de perfil. A mulher à frente, vestindo camisa social azul claro, aponta para o monitor que exibe o holograma luminoso de um cérebro digital conectado a ícones de dados e segurança com a sigla AI. A segunda mulher, vestindo blazer cinza e segurando um copo de café, observa atentamente a explicação. No canto superior esquerdo, há o selo GOVERNANÇA DE IA em letras brancas; no inferior direito, o logotipo do portal Reconhecida com o @ReconhecidaBR.

Projetos de inteligência artificial falham por falta de orquestração humana

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Pesquisa aponta que a maioria dos protótipos de IA não chega à produção. Especialista destaca a necessidade de equipes para orquestrar dados corporativos.

A adoção de inteligência artificial no ambiente corporativo avança rapidamente, contudo, os resultados práticos frequentemente ficam aquém das expectativas. Dados da pesquisa “AI Maturity Matters”, da Gartner, revelam que apenas 41% dos protótipos de IA generativa chegam à fase de produção nas empresas. O gargalo, segundo especialistas, não reside na tecnologia, mas na ausência de profissionais capazes de conectar e contextualizar as informações.

Para Beto Yunes, CTIO da Globalsys, a IA por si só não sustenta um projeto. “Ela precisa de uma equipe para orquestrar, conectar os dados certos e garantir que a informação gerada vire uma decisão ou uma ação concreta”, afirma. Sem essa configuração e governança humana, a ferramenta opera sem diretrizes claras no ambiente corporativo.

O Desafio dos Dados Corporativos

Orquestrar dados envolve correlacionar informações de fontes distintas, como ERPs, CRMs, data lakes e sistemas legados, interpretando-as conforme as regras de cada negócio. Yunes compara a situação atual de muitas empresas à aquisição de um carro de Fórmula 1 sem os elementos fundamentais para o funcionamento. “As empresas compram o modelo e instalam chatbots, mas percebem que os dados estão espalhados em sistemas diferentes e o resultado não reflete a realidade do negócio”, explica.

Com o objetivo de suprir essa lacuna, a Globalsys desenvolveu o Satryo, uma plataforma de orquestração inteligente que integra fontes de dados diversas. O sistema monitora operações em tempo real, detecta anomalias e executa ações automáticas nos sistemas de origem, sem a necessidade de intervenção manual constante.

Futuro e Governança

A tecnologia proposta não visa substituir o capital humano, mas transformar sua atuação. Conforme aponta o executivo, o papel dos times se torna mais estratégico. “A IA cuida do monitoramento contínuo e das ações automáticas. A equipe cuida da estratégia, da governança e das decisões que exigem julgamento”, ressalta Beto Yunes. O sucesso futuro das organizações dependerá, segundo a visão do especialista, da capacidade de orquestrar a inteligência artificial com equipes bem preparadas, indo além do uso apenas da ferramenta mais potente disponível no mercado.

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