Estudo da Conquer revela que 88% dos profissionais têm ótimas ideias com Inteligência Artificial, mas enfrentam dificuldades em tirá-las do papel.
Apesar da proliferação de ferramentas de Inteligência Artificial no ambiente de trabalho, uma pesquisa recente aponta um desafio significativo para os profissionais brasileiros: a dificuldade em executar as ideias inovadoras que surgem a partir do uso dessas tecnologias. Segundo o levantamento da Conquer, escola de negócios, 9 em cada 10 brasileiros sentem que ainda não conseguem colocar em prática suas concepções de IA.
O estudo, que ouviu profissionais de diversas áreas e regiões do país, indicou que 88% dos entrevistados já conceberam produtos, automações ou soluções promissoras utilizando IA. No entanto, a maioria se depara com barreiras para concretizar esses projetos.
IA no Dia a Dia Corporativo: Um Cenário em Evolução
A pesquisa da Conquer investigou como os profissionais brasileiros interagem com a IA no cotidiano corporativo, analisando desde o uso de agentes inteligentes até os desafios para transitar de um estágio básico para aplicações mais estratégicas. Os resultados sugerem que, embora a IA esteja presente, sua utilização ainda se concentra em tarefas iniciais.
De acordo com os dados, 56,6% dos profissionais se definem atualmente como usuários de nível “básico”. Estes recorrem às ferramentas de IA principalmente para atividades pontuais, como a produção de textos, a geração de imagens e a resposta a perguntas.
Adoção Consistente e o Papel dos Agentes de IA
A consolidação da IA no ambiente de trabalho brasileiro é um fato em 2026. O levantamento da Conquer revelou que a maioria dos profissionais interage com essas tecnologias há algum tempo. 30,4% utilizam IA há pelo menos seis meses a um ano, e 41% já fazem uso de soluções como ChatGPT e Gemini há mais de um ano, demonstrando uma adoção consistente.
Em um contexto cada vez mais marcado pela “era da IA agêntica”, a tecnologia não apenas se faz presente, mas também expande suas aplicações corporativas. No que diz respeito aos agentes de IA, 55,8% dos entrevistados os empregam para a geração de conteúdo. Além disso, 47,2% os utilizam para analisar dados, extrair insights e elaborar relatórios.
Outros impactos dos agentes reforçam seu papel organizacional. Cerca de 4 em cada 10 respondentes usam essas ferramentas para organizar tarefas, agendas e demandas diárias. Adicionalmente, 38,2% recorrem à IA no atendimento ao cliente, por meio de respostas automáticas e chatbots.
O Desafio da Execução: Ideias Promissoras, Realização Limitada
Apesar da familiaridade com a IA, muitos profissionais ainda se encontram em estágios iniciais de exploração, focando em tarefas simples e sem avançar para a criação de soluções, integrações ou aplicações mais sofisticadas. A pesquisa identificou diferentes perfis de usuários.
A maioria se define como “usuários de IA”, utilizando plataformas como ChatGPT para demandas pontuais. Outros 26,4% se consideram “exploradores”, experimentando novas ferramentas e automações simples. Em contrapartida, os “construtores de soluções”, que desenvolvem projetos com apoio da tecnologia, ainda são minoria, representando apenas 11,6% dos profissionais.
Essa disparidade explica a dor compartilhada por 9 em cada 10 respondentes: a frustração de ter ideias promissoras com IA, mas não conseguir concretizá-las.
Obstáculos à Evolução no Uso da IA
Diversos fatores contribuem para o descompasso entre a geração de ideias e sua execução. Entre os principais obstáculos citados, destacam-se a falta de conhecimento técnico (41%), a dificuldade em escolher as ferramentas mais adequadas (32%) e a ausência de incentivo por parte das empresas (21,6%).
A pesquisa também traz um alerta: 80% dos entrevistados acreditam que, nos próximos anos, profissionais que apenas utilizam IA serão substituídos por aqueles capazes de idealizar, modelar e construir projetos com a tecnologia. Isso reforça a urgência em desenvolver novas habilidades.
“Embora muitas pessoas abandonem ideias relevantes devido à falta de conhecimento técnico, a boa notícia é que, graças às plataformas no-code e low-code, todo profissional pode criar e construir com ajuda da IA mesmo sem dominar a programação”, comenta Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa ouviu 500 profissionais (maiores de 18 anos) de todas as regiões do Brasil, conectados à internet. O índice de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Os participantes responderam a 8 questões sobre seus perfis de uso, entendimento e dores relacionadas à IA.
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