Para não dormir sábado a noite

Que vai fazer nesse sábado a noite? Como podemos dormir até acordar no domingo, sugiro dormir bem tarde (ou bem cedo, se você for para a cama às quatro, cinco ou seis da manhã do outro dia) ou ainda, não dormir. E não estou falando de cair na balada, me refiro a uma maratona de filmes de terror.

Não fique entediado sábado a noite. Assista um filme!
Não fique entediado sábado a noite. Assista um filme!

Agora entendeu o ‘não dormir’? Porque na minha opinião, filme de terror bom é aquele que não te deixa dormir. Por isso o E ai, cultura? desta semana traz uma lista com vários filmes para despertar alguns sentimentos bem ‘agradáveis’ ao leitor: medo, nojo, choque… ou inconformismo, caso você seja como eu e dispare ao longo do filme: “Seu idiota, não entra nesse porão escuro!!!”, “Quem está aí? Ahhh faça o favor, minha filha! É o Papai Noel, não é nenhum monstro psicopata possuído, não”.

Então, escolha um, dois ou vários filmes, prepare uns petiscos (tem a receita de um surpreendente no final desse post), chama os amigos ou tome sua dose diária de coragem para assistir sozinho e boa sorte!

O exorcista

Vamos começar com o clássico dos clássicos. Gravado em uma das décadas mais marcantes para o gênero terror, os anos 70, O exorcista aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos. Ao longo do filme, acompanhados desde quando o demônio Pazuzu foi despertado, os vários momentos em que a menina Regan (Linda Blair) é levada ao hospital e submetida a vários exames enquanto sua mãe (Ellen Burstyn) pensa que ela está delirando ou tendo convulsões, até o momento em que percebe que na verdade, sua filha está sendo tomada por demônios e chama a igreja para exorcizá-la. Embora antigo, o filme não deixa de nos dar bons sustos e causar um incômodo enorme com a menina fazendo coisas inimagináveis quando o demônio toma conta.

O icônico Spiderwalk de Regan no filme
O icônico Spiderwalk de Regan no filme

Livrai-nos do mal

Eu já falei que amo filmes de exorcismo? Se não, fica aqui minha declaração explícita e o meu vício nesse filme. Na minha opinião, o exorcismo no final desse longa lançado em 2014 é o melhor. Livrai-nos do mal nada mais é do que a mistura certeira entre filme policial e de terror. Dirigido por Scott Derrickson, o filme mostra a rotina do policial Ralph Sarchie (Eric Bana) que, dotado de uma intuição certeira, combate casos assustadores, mas não tanto quanto a semana retratada no filme, em que os crimes são sobrenaturais. Ele começa a investigar e conhece um padre especializado em demonologia. Juntos, descobrem uma maldição que quando é lida por pessoas emocionalmente frágeis, as torna suscetíveis a serem possuídos por demônios. Preste atenção nos seis estágios da possessão.

Sarchie desvendando a maldição que possui as pessoas emocionalmente frágeis.
Sarchie desvendando a maldição que possui as pessoas emocionalmente frágeis.

A morte do demônio

Este filme não é recomendado para quem estômago fraco. A obra original foi lançada nos anos 80, mas teve remake em 2013, e é considerado um dos clássicos do terror. Novamente temos um filme de possessão demoníaca, mas este tem aquela receitinha básica para filmes de terror: alguns amigos resolvem passar uns dias em uma cabana no meio de uma floresta, mas neste a ida a um local ‘tranquilo’ é para ajudar Mia (Jane Levy) a se desintoxicar das drogas. Eles descobrem que no porão da cabana foi realizado algum ritual de magia negra e acham um livro que estava lacrado. Imagina a ideia brilhante deles? Abrir o maldito livro e ler o que estava escrito. Já sabe, né? Mia foi possuída, mas de um jeito bem mais nojento: o demônio a estuprou e se instalou dentro dela. No começo os amigos acharam que o comportamento estranho dela era apenas reações da desintoxicação. Mas isso até a coisa ficar violenta.

Até chuva de sangue tem. Aliás, o que não falta é sangue nesse filme
Até chuva de sangue tem. Aliás, o que não falta é sangue nesse filme

O segredo da cabana

Já que estamos nessa vibe de “amigos que foram para uma cabana no meio do nada e se deram mal”, temos O segredo da cabana (2011) que realiza o desejo de todos aqueles, que assim como eu, acham Big Brother uma perda de tempo. Imagina uma casa com microfones e câmeras escondidas por toda a parte, onde os participantes são submetidos a provas de sobrevivência, mas com alguns agravantes: os participantes não fazem ideia do que está acontecendo, eles escolhem sem saber as provas que serão submetidos, as provas são macabras e envolvem os piores monstros que os pesadelos poderiam imaginar e quem sempre ganha, é a morte. Fora que o sangue desses cinco participantes serve como oferenda para os deuses não ficarem irados. Fora que alguns desses participantes descobrem isso, mandam um foda-se e deixam os deuses irados. Pegou a linha de raciocínio desse filme?

Os monstros são soltos e começa uma verdadeira matança dos bastidores do 'reality'.
Os monstros são soltos e começa uma verdadeira matança dos bastidores do ‘reality’.

Arraste-me para o inferno

Te garanto que você nunca mais vai esquecer esse nome: Sylvia Ganush. Arraste-me para o inferno é mais ou menos assim: um belo dia, em Los Angeles, a analista de crédito Christine Brown (Alison Lohman) resolve impressionar seu chefe e recusa em sua frente, o pedido da senhora Ganush (Lorna Raver) de um acréscimo em seu empréstimo para pagar sua casa. A velha não ficou nada feliz e o que ela fez? Jogou uma maldição barra pesada na Christine. Nojento é pouco para esse filme.

Está vendo esta doce senhora? Não se engane, é Sylvia Ganush!
Está vendo esta doce senhora? Não se engane, é Sylvia Ganush!

Invocação do mal

O considerado melhor filme do século XXI não poderia ficar fora dessa lista. Sustos são garantidos em Invocação do mal que mostra a rotina de uma família que se mudou para um casarão antigo, mas que começou a perceber acontecimentos estranhos (relógios parando, aves se chocando contra a casa), até que alguns espíritos começam a aparecer e um deles – o mais forte – decide possuir a mãe. A família chama o casal Warren, caçadores paranormais dos EUA, para investigar e resolver o problema. Já falei que esse filme é baseado em um caso real? E que este ano a continuação será lançada, eu falei?

A pessoa está num sótão escuro, numa casa amaldiçoada e pergunta "quem está ai?". Já sabe, né?
A pessoa está num sótão escuro, numa casa amaldiçoada e pergunta “quem está ai?”. Já sabe, né?

Cujo

Cães são fofinhos em filmes, mas não é o caso de Cujo. Mais um classicudo pra lista, temos este longa de 1983 que botou medo em muito marmanjo na época. Eu assisti depois de ver Rachel e Joey, da série Friends se borrando de medo, em um dos episódios, enquanto assistiam ao filme. Da raça São Bernardo, Cujo era super dócil até ser mordido por um morcego, contrair raiva e sair matando todo mundo que vê pela frente.

99% anjo, mas aquele 1%...
99% anjo, mas aquele 1%…

A bruxa de Blair

Este entra nas categorias ‘diferentão’ e ‘não assisti ainda, mas tenho vontade’. O filme de 1999 tem três estudantes de cinema metidos em uma mata em busca de explicações para a lenda da bruxa de Blair. Eles desaparecem e anos depois, alguém encontra um saco cheio de fitas de vídeo, que mostra exatamente o que aconteceu com o trio. Historinha meio básica, mas o que chama a atenção neste filme é o modo como ele foi feito. Os diretores, para garantir maior veracidade, soltaram os três atores na mata, com algum alimento e uma câmera cada e, através de bilhetes, pediam para que eles executassem algumas coisas. Em outras palavras, os atores não ficaram sabendo do enredo, do que se tratava o filme, o que aconteceria com eles…

O filme se torna interessante porque as imagens principais são gravadas pelos próprios atores, que sabiam direito nem a proposta do filme.
O filme se torna interessante porque as imagens principais são gravadas pelos próprios atores, que sabiam direito nem a proposta do filme.

Assista e petisque

Ninguém é obrigado a assistir o filme de boca seca e estômago vazio (se bem que alguns filmes vão desandar um pouco seu organismo). Pelo sim, pelo não, vamos a uma receitinha para acompanhar sua maratona de sábado a noite. Mas vamos começar abrindo a mente, porque este petisco vindo do México é um tanto incomum. Já ouviu falar de Guacamole? É uma pastinha a base de abacate e especiarias que forma o casal perfeito com Doritos. Eu sei que você vai falar que não gosta de misturar doce com salgado, que abacate é uma fruta, vai me dar um monte de desculpas, maaas, se permita experimentar coisas novas! Eu também detesto alimentos doces misturados a salgados, mas guacamole é surpreendente. Fora que o Brasil é um dos únicos países que come abacate como fruta. Então expanda seus horizontes e experimente esta pasta feita com a considerada ‘maionese da natureza’.

Tudo o que você vai precisar é de um abacate maduro descascado, dois tomates picados em cubinhos, um cebola também picada com esmero e uma pimenta dedo de moça (com semente para os fortes, sem semente para os sensíveis). Apenas misture tudo, amassando com um garfo levemente o abacate, para uma versão mais rústica ou, antes de juntar os outros ingredientes, bata o abacate no liquidificador. Depois, meu bem, se joga nos temperos, eles que dão a bossa ao prato. Limão, pimenta do reino, sal e azeite são fundamentais e a gosto do freguês (confesso que quanto mais limão, mais gostoso). Ai é só colocar na geladeira para pegar consistência e frescor. Sirva com muitos Doritos. Repito: é incrível!

Prepare uma pasta vinda do México para acompanhar Doritos.
Prepare uma pasta vinda do México para acompanhar Doritos.

E então? Gostou dos filmes, do petisco? Se tiver alguma sugestão de filme de terror, me mande nos comentários. Boa sessão de cinema em casa!

Kimberly

Jornalista e escritora, 21 anos. Apaixonada pela escrita, filmes de suspense, literatura clássica brasileira e gastronomia. Caçadora e contadora de histórias de segunda a sexta-feira e fotógrafa das coisas bonitas da rotina, aos finais de semana.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: