O que estou achando de Morte Súbita

O que estou achando de Morte Súbita

24 de setembro de 2016 0 Por Kimberly

Ganhei o livro em 2015, no meu aniversário. Gostei logo de cara da capa de cores fortes e design minimalista, as mais de 600 páginas, a autora. J.K. Rowling lançou Morte Súbita em 2012, assim que terminou a série Harry Potter, a criação que mais lhe consagrou na carreira. 

O romance, de título original The Casual Vacancy, é dividido em sete partes e todas se passam em uma pequena cidade inglesa, Pagford.  Cada uma dessas partes possui vários capítulos, que mostram características de inúmeros personagens e a seus respectivos pontos de vista para o fato principal da história, a morte de Barry Fairbrother, conselheiro de Pagford, que sofreu um aneurisma no meio do estacionamento de um campo de golfe.

Dentre os inúmeros dramas sofridos pelos personagens, o principal é a eleição para o cargo de novo conselheiro daquele município. Os candidatos, aos poucos, são expostos no site do Conselho, por um hacker que se intitula O fantasma de Barry Fairbrother, que conta sobre o passado sórdido deles, envolvendo, dentre outras coisas, caso de pedofilia e de infidelidade conjugal. Além disso, o livro discorre sobre tensão familiar, desigualdade social, conflitos ideológicos, marginalidade… tudo aliado à vida dos seus 19 personagens.

Agora, as minhas impressões sobre o livro que ainda estou desvendando. Ele não me convenceu. Não me atraiu. Nem cheguei à metade ainda, é fato. Mas estou convicta que, se ele não me ganhou o coração até agora, dificilmente vai conseguir.

Não que eu vá parar de lê-lo. De jeito nenhum. Um professor me ensinou, uma vez a não abandonar um livro pela metade, por mais desinteressante que ele seja. Adotei esta prática. Com muito custo, pretendo terminá-lo. Mas não com tanto afinco como foi com Dom Casmurro ou Filhos do Fim do Mundo, que simplesmente não conseguia parar de ler.

Mas chega desse negativismo e vamos aos pontos positivos. A escrita de J.K. Rowling. Impecável. Ela tem com característica (que eu amo) o cuidado de escrever de forma bem descritiva, detalhar todos os ambientes e características do personagem, mas não de forma escancarada, sabe? É aos poucos que a gente vai sacando cada indivíduo que compõe a obra.

Outro detalhe muito interessante neste livro é o fato de dilemas e problemas sociais serem abordados mesmo em uma história fictícia. Penso que usar estes meios mais atrativos para discutir assuntos sérios é uma boa estratégia para informar as pessoas e promover questionamentos. Então, sabendo do sucesso que este livro fez mesmo antes de seu lançamento e dos elogios que ouço de amigos que já leram a obra, Morte Súbita é um livro que provavelmente passarei a indicar. Mas antes, deixe eu terminar de lê-lo.