#InternetJusta, o movimento que está dominando a web.

#InternetJusta, o movimento que está dominando a web.

16 de abril de 2016 0 Por Ricardo Januário

Você já percebeu a Internet em polvorosa com a implantação de acesso limitado por parte das operadoras. #InternetJusta Confira estes limites e saiba o quanto poderão te afetar.

Algumas operadoras, sob alegação de estarem visando entregar um serviço de melhor qualidade para seus clientes, decidirão arbitrariamente que passarão a oferecer planos de internet fixa com franquias, assim como ocorre na telefonia móvel. Segundo as operadoras, os usuários não precisam se preocupar, pios os valores cobrados pelos novos planos terão preços justos.

As operadoras já vêm há um bom tempo travando brigas contra serviços de streaming, como Netflix e Youtube, parte desta questão, se dá pelo fato de, a maioria dessas operadoras, também oferecerem serviços de TV por assinatura, e somente em 2014, perderam uma grande fatia do mercado devido ao streaming de vídeo.

Embora as operadoras não assumam publicamente, na grande rede não se ouve outra resposta senão essa, para justificar a decisão das operadoras. Vale lembrar, que a VIVO é uma das operadoras que no passado já oferecia planos com limite.

As novas regras afetam usuários de conexões ADSL na maioria das operadoras, a VIVO já anunciou também que seus planos FIBRA também sofrerão com as limitações. Confira como estes planos funcionarão para entender como te afetarão. Lembrando que 1GB equivale a aproximadamente 20 minutos de vídeo em HD.

Na NET, o usuário que atingir o limite não tem a internet cortada, mas a velocidade contratada é reduzida. Os planos da empresa funcionam com as seguintes franquias:

  • Velocidade de 2 Mbps: 30 GB por mês

  • Velocidade de 15 Mbps: 80 GB por mês

  • Velocidade de 30 Mbps: 100 GB por mês

  • Velocidade de 60 Mbps: 150 GB por mês

  • Velocidade de 120 Mbps: 200 GB por mês

Já na Vivo, a cobrança franqueada começará a valer para todos os contratos estabelecidos desde o último dia 5 de fevereiro. Clientes mais antigos não terão suas contas alteradas (por enquanto), e a cobrança será mantida ilimitada até o dia 31 de dezembro de 2016 para os novos clientes. A partir de de janeiro de 2017, os valores para quem fez um contrato após o dia 5 de fevereiro serão ajustados segundo essa métrica:

  • Banda Larga Popular de 200 kbps: 10 GB por mês

  • Banda Larga Popular de 1 e 2 Mbps: 10 GB por mês

  • Vivo Internet de 4 Mbps: 50 GB por mês

  • Vivo Internet de 8 e 10 Mbps: 100 GB por mês

  • Vivo Internet de 15 Mbps: 120 GB por mês

  • Vivo Internet de 25 Mbps: 130 GB por mês

Já os planos da Oi, que são um pouco mais generosos com quem possui planos de internet mais lenta, também são mais restritivos quando chega aos valores mais altos:

  • Até 600 kbps: 20GB por mês

  • Até 1 Mbps: 40 GB por mês

  • Até 2 Mbps: 50 GB por mês

  • Até 5 Mbps: 60 GB por mês

  • Até 10 Mbps: 80 GB por mês

  • Até 15 Mbps: 100 GB por mês

A Tim, que também oferece serviço de internet por conexão ADSL, não possui planos sob franquia. Em nota à imprensa, a empresa afirmou que também não pretende mudar seu modo de cobrança por enquanto. As operadoras, porém, sugerem que os consumidores entrem em contato com os respectivos serviços de atendimento para conferir mais detalhes sobre possíveis mudanças em seus contratos.

Se você, assim como nós é contrário a tamanho retrocesso, pode colaborar assinando a petição online que está sendo realizada no site Avazz. Até o momento dessa publicação a petição conta com mais de 1 milhão e 300 mil assinaturas. Judicialmente, a petição não pode obrigar as operadoras a mudar seus planos, mas, é o primeiro passo para pressionar, operadoras, ANATEL e políticos a se posicionarem e tentarem resolver a situação de forma a não prejudicar os consumidores.

Além disso, surgiu na internet o movimento #InernetJusta, que propõe aos usuários consumir da melhor e mais intensa forma possível sua internet, e mostrar para as operadoras que não é possível criar limitações tão irrisórias, e que isso pode causar muitos problemas, inclusive a perda de empregos e o agravamento da crise.

Fonte(s): Olhar Digital.