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Entenda as mudanças na reforma tributária em 2026 - Reconhecida
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Cédulas de Real brasileiro (20, 50, 100 e 200) empilhadas ao lado de dois blocos de madeira com as siglas IBS e CBS, sobre o fundo da bandeira do Brasil.

Entenda as mudanças na reforma tributária em 2026

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A Reforma Tributária traz mudanças profundas em 2026. Saiba como a unificação de impostos impacta o comércio e a economia regional.

Aprovada em 2023 e regulamentada em etapas ao longo de 2024, a Reforma Tributária no Brasil é um conjunto de mudanças no sistema de impostos com foco em simplificação, transparência e neutralidade fiscal. Essa nova legislação, formalizada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023 e em fase regulamentação, vai alterar profundamente o sistema tributário nacional a partir de 2026.

O contador e CEO da TRIVIUM, Cláudio Lasso, listou os principais pontos da Reforma:

1. Unificação de tributos sobre consumo

Os impostos que hoje incidem separadamente sobre bens e serviços — como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — serão substituídos por dois tributos baseados no Imposto sobre Valor Agregado (IVA):

• CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal.

• IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — estadual/municipal.

Isso reduz a complexidade e evita a tributação em cascata. 

2. Não cumulatividade ampla

O novo sistema amplia a não cumulatividade, permitindo que as empresas compensem créditos tributários de etapas anteriores da cadeia de produção, o que tende a reduzir o custo efetivo de tributação. 

3. Simples Nacional e regimes diferenciados

Haverá ajustes no Simples Nacional, mantendo regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, o que pode alterar como tributos são calculados e pagos nesses casos. 

4. Transição gradual (até 2033)

A mudança não ocorre de uma vez: há um período de transição em que os tributos atuais e os novos sistemas coexistem parcialmente, com a plena implementação sendo escalonada ao longo de vários anos. 

5. Nota fiscal e compliance

A Reforma fortalece a importância da nota fiscal eletrônica (NF-e) e padroniza seus modelos, com novos campos e layouts que refletem o novo sistema tributário. Isso torna o compliance fiscal ainda mais estratégico para as empresas.

Cláudio Lasso também elencou os objetivos da Reforma

• Simplificar o sistema tributário, reduzindo burocracia e disputas fiscais.

• Aumentar transparência sobre quanto e como os impostos incidem.

• Tornar o ambiente de negócios mais eficiente e competitivo.

Essa mudança é boa ou ruim para quem?

Consumidores (População)

Benéfico: Aumento da transparência. O cidadão saberá exatamente quanto paga de imposto em cada produto, o que é essencial para o exercício da cidadania.

Setor de Comércio e Indústria

Benéfico: A unificação de impostos e a não cumulatividade ampla reduzem o “custo Brasil” e a burocracia, tornando as empresas de Viradouro e região mais competitivas.

Micro e Pequenas Empresas

Atenção/Desafio: Embora o Simples Nacional seja mantido, os ajustes nos cálculos e a coexistência de sistemas durante a transição exigirão maior suporte contábil e adaptação tecnológica.

Gestores e Contadores

Oportunidade Estratégica: O compliance fiscal torna-se central. Profissionais que dominarem as novas regras de NF-e serão fundamentais para a saúde financeira das empresas locais. No curto prazo, o maior desafio é a adaptação à complexidade da transição. No entanto, a longo prazo, a reforma é vista como um passo positivo para o desenvolvimento sustentável da nossa região, pois simplifica a vida de quem produz e traz clareza para quem consome.

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